P1+2


Agricultora do semiárido potiguar vê na agricultura familiar a esperança de um recomeço.

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Em meio a grande diversidade de experiências desenvolvidas no semiárido brasileiro, no município de Serra do Mel-RN, mais precisamente na Vila Ceará, a agricultora Angelina Pinheiro da Silva, de 65 anos, se destaca por sua produção e trabalho na lida do campo, garantindo a soberania, segurança alimentar e nutricional de sua família.

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Com a morte de seu pai, dona Angelina perdeu a vontade de continuar morando em Ceará-Mirim(RN),onde nasceu e se

criou. Sua história na região inicia-se no ano de 1981, quando juntamente com seu marido, Raimundo Pedro da Silva, 63 anos, mudou-se para o assentamento de Serra do Mel, com intuito de recomeçar sua vida. Assim, viu na Vila Ceará a esperança de recomeço, sem perder seus hábitos de cultivo da terra.

 

A forma como ela descreve sua vida e seu jeito de conviver no semiárido, bem como o carinho e conhecimento que demonstra enquanto agricultora no cuidado do seu quintal, tornam evidente sua sabedoria sobre a agricultura familiar.

 

Atualmente, dona Angelina, tem um dos quintais mais diversificados da Vila Ceará, com a presença de plantas medicinais, entre elas, o cultivo de hortelã, ervacidreira, capim santo, arruda, babosa, manjericão e camomila.

 

Além de árvores frutíferas como, a cajarana, seriguela, coqueiro, amora,acerola,pitanga,manga, laranja, limão, banana, maracujá e mamão, cultiva hortaliças, plantas ornamentais e trabalha a criação de aves em sua propriedade.

 

Dona Angelina desenvolve também, com seu esposo, a meliponicultura.Tendo como foco a criação de abelha Jandaira, essa espécie é nativa da região e o seu mel é conhecido por ser belo, saboroso, raro e medicinal, utilizado algumas vezes para tratamento de doenças bacterianas, como dores de ouvido, conjuntivite entre outras. Nisso a agricultora enfatiza a importância da atividade.

 

Outra conquista em sua vida, segundo dona Angelina, foi a área composta por alguns pés de cajueiro retirando destes o sustento de sua família com a venda do caju e o beneficiamento da castanha. A agricultora relata que não tem vontade de sair do campo e que aprendeu tudo que sabe com seus pais, que eram agricultores. Hoje, posso dizer que estou realizada.

 

Fez questão de enfatizar várias vezes que era ela que cuidava de tudo: "Sou eu quem planto, sou eu quem rego, sou eu quem colho e faço com gosto, tenho ciúmes das minhas plantinhas, meus netos já sabem e não chegam nem perto". Brinca a agricultora.

 

Mesmo com todas as dificuldades de escassez de água no município, dona Angelina consegue provar que com armazenamento de água e um pouco de criatividade pode-se plantar e colher seus próprios frutos e conviver no semiárido. "Espero com ansiedade a vinda da cisterna do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), pois quero cuidar e ampliar ainda mais os meus cultivos, isso aqui é minha vida, não sei viver sem” relata a agricultora emocionada.

 

Dona Angelina conquistou a cisterna enxurrada do P1+2 da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O Programa está sendo executado na região pela COOPERVIDA.

 

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